Nome: Eveline Alvarez
Cidade: João Pessoa/PB
Idade: 27 anos bem vividos
ICQ: 75567982



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Domingo, Janeiro 30, 2005
Musiquinha que fez parte da atmosfera do dia... passei o fim de semana na casa de praia dos meus pais e na volta essa música fez parte do repertório...junto com TRAVIS...é claro. :)

"A minha vida
Eu preciso mudar
Todo dia
Pra escapar
Da rotina
Dos meus desejos por seus beijos
E os meus sonhos
Eu procuro acordar e perseguir meus sonhos
Mas a realidade que vem depois
Não é bem aquela que planejei
Eu quero sempre mais
Eu quero sempre mais
Eu espero sempre mais de ti. (Ira) "


*Meio de noite... por aqui... sem ter muito o que fazer na internet, acabei conhecendo uma menina muito legal de Sampa e amanhã é o aniversário dela... beijos para a menina que gosta de Tequila... :)
Eveline | 21:02 |
Terça-feira, Janeiro 25, 2005
"Não é fácil. Não é fácil pensar em você. Não é fácil. É estranho não te contar meus planos. Não é fácil não te encontrar." (Marisa Monte)


Foto: "Luz Zenital" de A. Brito


* I've just had a dream...and sometimes it's a nightmare on my mind.
Eveline | 15:45 |
Terça-feira, Janeiro 18, 2005

Ânsia, esse é o meu nome durante esses dias que se arrastam rapidamente. Os dias correm, sim, eles correm, todos dizem. Para mim os dias correm, mas numa velocidade que é quase em câmera lenta. Sinto falta da adrenalina percorrendo o meu corpo. Falta dos meus olhos se arregalarem inusitadamente. Os dias caminham. Sim, eles caminham. Talvez eles não caminhem no meu ritmo. Aquele ritmo que eles caminhavam há anos atrás. Sinto falta de acordar e não saber como dia vai terminar. Agora tenho uma agenda. Ela até bonita. Se eu perdê-la me perco junto. Perco-me não no mal sentido, como assim gostaria, mas me perco no sentido chato da palavra. Não gosto de me perder no bom sentido. Se eu me perder no mal sentido possivelmente seria mais feliz, mas infelizmente tenho que está atenta para não me perder no mal sentido. Tenho que ser organizada. Tenho que ser responsável para que assim possa pagar minhas contas. Não posso me desorganizar. É uma pena, pois sou mais feliz assim. Sinto falta da desorganização. Por que será que tenho que ser metódica para que assim minha vida comum seja terrivelmente organizada? Por que será que tenho que viver duas vidas? Talvez seria difícil acreditar mas minha vida exterior é tão comum. O que me salva é a minha vida interior e meus sonhos noturnos e as minhas conversas com os poucos que me entendem? Acho ótimo que a maioria das pessoas não me conheçam realmente.
Sinto falta, sinto falta de tantas coisas ligadas ao passado. É um saudosismo que me faz rir e que ao mesmo tempo me faz sentir dor por não tê-lo mais. O que quero mesmo é transformar esses dias atuais, sei que sou a única responsável por isso, mas algo me impede de seguir. Força? Fé? Libido? Não sei. O que sei é que quero me desorganizar para assim me sentir organizada interiormente. Já disse, sou melhor assim. Infelizmente não sei se essa desorganização é compatível com a realidade? Não sei se essa desorganização me deixaria enquadrada no conceito de seguir a vida dentro da normalidade. Não sei de muito coisa. Apenas sei que preciso mudar algo para que meus dias sejam mais desorganizados e mais interessantes. Para que assim eu possa ser mais Eveline Alvarez, na concepção pura da palavra.
Eveline | 21:28 |
Domingo, Janeiro 16, 2005
Ainda bem que Clarice escreveu essas citações abaixo, pois para que eu não entre em contato tão profundo comigo mesma essa noite, que ela, mais uma vez, fale por mim. Pinte-me com suas palavras...

"Não é que vivo em eterna mutação, com novas adaptações a meu renovado viver e nunca chego ao fim de cada um dos modos de existir. Vivo de esboços não acabados e vacilantes. Mas equilibro-me como posso, entre mim e eu, entre mim e os homens, entre mim e o Deus".(Clarice Lispector)

"Eu nunca fui livre na minha vida inteira. Por que dentro eu sempre me persegui. Eu me tornei intolerável para mim mesma."(Clarice Lispector)




Foto de Carlos Freitas
Eveline | 20:24 |
Quinta-feira, Janeiro 06, 2005


Queria poder saber falar sobre o que sinto agora...

A necessidade de externar é imensa mas a coragem é tão pequena que se torna amiga da necessidade maior. Não sei o que traz mais dor, uma palavra ou o silêncio. Olhei para os lados esta noite e havia tantos vultos. Tentava vê-los, mas por mais que eles gargalhassem o silêncio dentro de mim era maior. Difícil foi fazer com que os vultos entendessem o meu silêncio. Sempre há uma cobrança quanto ao meu sorriso.
Eles não entendem quem eu realmente sou.

Eveline | 00:16 |
Domingo, Janeiro 02, 2005
E tua mãe também
Esse foi o filme do dia... o assisti com Vilian...meu amiguinho.
Acho que é uma boa dica. Um filme diferente e cheio de diálogos interessantes.

Clique na imagem para mais informações


Ah... vou colocar aqui um texto de uma amiga cearense que está aqui em João Pessoa e que tive o prazer de encontrar essa noite. Ela chegou de surpresa... veja como as coisas inusitadas são bem melhores. Ela fez o meu dia... INUSITADO! Puxa... essa palavra é tão boa que tira meu fôlego.

Kant lá que eu canto cá

na casa dos meus sonhos você apareceu! uau!!! uma imagem arretada de delírios...kant lá que eu canto cá, eu rezava com o poeta patativa um soneto transgênito. o sonho era doce. não havia aguado. os teus dedos de abôbora pareciam uma estrelinha vestida de segredos. eu quis me amontoar em tuas coxas virtual, eu quis adentrar no meio das samambaias rajadas que ilustrava o sonho de trancoso. lá, naquele céu de ancestralidade uma fada lia karl marx: ¿os filósofos se limitaram a interpretar o mundo, diferentemente, cabe transformá-lo¿, e ela fez uma magicazinha, e deu uma cesta básica à favela do meu coração. eu comi o cuscuz. eu comi a tapioca. eu comi a pipoca moderna e oswald de andrade, antropofagicamente. eita sonho solto! sem eira nem beira...sonho de ter uma flor no jardim, e ninguém para arrancá-la do meu pomar de mulher fêmea. quando o menino macho viu a cotovia driblando as palavras do poeta que cantava o maneiro pau, o arco íris que emitia da fotografia que sebastião tirou da sua cachola, parecia que se espantava. o amor não é nada mais nada menos do que este sonho meticuloso que eu risquei no manto da sereia. o amor, estava lá, todo espivitado, quando se empriquitou com a dor da solidão e fez, pirlimpimpim. uauuu!!! a tua imagem lu-mi-no-sa naquele painel de sonhos, teus peitinhos gostosos, teus pelos, tuas mãos invadindo meu umbigo... a fadinha revolucionária me deu duas dúzias de palavras de ordem e eu cantei, como um hino, para ilustrar minha luta pelo amor endoidecido que fui acometida. a tua imagem tá lá, lá na varanda, debaixo do sol de adrastéia a quase dois metros de ser deglutido por um vendaval cheio de tesão que vem no cio, atrás do trio elétrico do meu sopro de vida. diga nada não meu amor, estes versos desempenado, são para ti sim, que estais longes, e tão perto que sinto agora teu cheiro de cocada de dona rosa. eu- te- amo, eu te como se tu me apareceres já. a minha cadelinha por nome pagu latiu pra mim, bem agora, na hora em que te escrevo estes sonhos des-pe-ta-la-dos de saudades. certamente que irei te encontrar, um dia, em outro sonho bobo, longo, risonho e plástico. e vou te abençoar com meus dedos de artista. vou te derramar por todo o meu corpo, em mim, fazendo assombração na tua camada de gargalhadas...hahahahahahahaha! vai ser infame demais, vai ser plural demais, vai ser muita putaria. tu canta de lá e eu cantarolo daqui, assoviando a primeira sinfonia de rabecas, que não frígidas, se esparrama qual batatinhas quando nasce. legal. o meu amor é legal. não está no código das piruetas com gastrite, está no código dos que amam assustados, do lado dos tumultuados. o amor é uma porção de três metros de imagens coloridas de bolinhas. as bolinhas são de chocolate envenenado com a mesma fórmula poeirenta da maçã de branca de eva. o sonho vai partir de mim, numa triste partida patativesca, porque eu agora acordo e vejo a tua mensagem, no celular, dizendo: amo-te.


Fanka
Eveline | 23:19 |
Sábado, Janeiro 01, 2005
Então ano novo...
As pessoas então ficam cheias de perspectivas e todos fazem promessas... emagrecer, estudar mais, encontrar o amor que tento espera, casar, ter filho, arrumar um emprego melhor, viajar, brigar menos com os pais, melhorar o relacionamento, em fim tentar mudar algo por causa de um novo recomeço. Sinceramente eu cheguei a conclusão que isso não adianta muita coisa. Já fiz tentos planos e poucos deles se concretizaram. Vim a perceber que o melhor é deixar que as coisas aconteçam.mas que ainda assim façamos nossa parte para que as coisas aconteçam. Nada cai do céu. As vezes as oportunidades batem à porta e não percebemos e não valorizamos. Não deixem as oportunidades passarem neste novo ano... os dias serão os mesmos mas cabe a nós mudá-los. Não com promessas, mas sim com garra e coragem. Mudar não é fácil, ter força não é fácil, acreditar não é fácil. E que disse que coisas fáceis são tão interessantes assim?atenção? Não quero fazer planos para esse novo ano, mas sim acreditar que uma das coisas que eu quero na vida aconteça este ano. Se não acontecer, vou ficar muito triste, mas a tristeza faz parte.
Espero que sinceramente o ano seja cheio de boas surpresas... que eu seja surpreendida por muito e por mim mesma. Quero o inusitado... é isso que 2005 seja um ano cheio de êxito e de coisas inusitadas.
Eveline | 21:08 |