| Segunda-feira, Setembro 19, 2005 |
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Por uns dias este blog estará ...
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| Eveline | 22:32 | |
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| Domingo, Setembro 18, 2005 |
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| Eveline | 23:22 | |
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| Domingo, Setembro 11, 2005 |
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"Esses eus de que somos feitos, sobrepostos como pratos empilhados nas mãos de um empregado de mesa, têm outros vínculos, outras simpatias, pequenas constituições e direitos próprios - chamem-lhes o que quiserem (e muitas destas coisas nem sequer têm nome) - de modo que um deles só comparece se chover, outro só numa sala de cortinados verdes, outro se Mrs. Jones não estiver presente, outro ainda se lhe prometer um copo de vinho - e assim por diante; pois cada indivíduo poderá multiplicar, a partir da sua experiência pessoal, os diversos compromissos que os seus diversos "eus" estabelecerem consigo - e alguns são demasiado absurdos e ridículos para figurarem numa obra impressa."
Virginia Woolf, in 'Orlando'
Sobre o texto acima apenas quero dizer que cada dia que passa eu sinto que os "eus" que nos rondam são problemáticos e alguns até mesmo ridículos. Seria tão mais simples conviver com um "eu " só. Até mesmo se o "eu" for o bloco do eu sozinho.
Já dizia Lispector que "Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora da minha própria vida. Então...Apesar de...de tanta coisa vale a pena sermos nós mesmo e apesar de ...que as pessoas nunca entendam, ou quase nunca, o importante é termos a noção do sentir... ter a noção muitas de que não temos noção. Ter noção das coisas muitas vezes dói e apenas ajuda a termos consciência da realidade. Isso ajuda também a sabermos qual a hora certa de desligarmos algo dentro de nós. Desligar muitas vezes não significa algo eterno. As vezes temporário...
Essa noite foi ruim...agora aqui busco conforte nas palavras de Clarice e Virginia. Já busquei Fernando Pessoa e Florbela Espanca...ah Florbela...que visão de Amor tem Florbelinha. O que coloco em questão é apesar da noite ter sido enevoada eu sinto um tom de alívio em meus pensamentos. Dá até para esboçar um sorriso triste. Igual o sorriso de alguns palhaços que riem com suas almas tristes. Em quase término desse pequeno texto ...sinto também uma certa alegria que já é proveniente do alívio. Ainda bem que certos sentimentos são gradativos...certas sensações...ainda bem que certas sensações desaparecem com o andar da linha do tempo.. e o que fica é a certeza da alegria de sentimentos e sensações que se mantêm constantes mesmo em meio de tantos momentos inconstantes que temos. |
| Eveline | 23:58 | |
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| Terça-feira, Setembro 06, 2005 |
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"O que não tenho e desejo
É o que melhor me enriquece" ( Manoel Bandeira)
"Multipliquei-me, para me sentir
Para me sentir,
Precisei sentir tudo,
Transbordei,não fiz senão extravasar-me,
Despi-me, entreguei-me,
E há em cada canto do minha alma um altar a um Deus diferente." (Fernando Pessoa)
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| Eveline | 14:30 | |
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| Quinta-feira, Setembro 01, 2005 |
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...There´s nothing to say
And there´s nothing to do
Stop whispering, start shouting
Stop whispering, start shouting...
Bem... seguindo aí o pensamento da banda Radiohead eu tenho que parar de cochichar e começar a gritar... mesmo sabendo que não há o que dizer e nem muito o que fazer... prefiro dizer a ter um monte de calos nas linhas da minha vida...
* Dias intensos seguem... na teoria pelo menos.
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| Eveline | 16:33 | |
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